Lambada - Teste Completo

Enrosque fechado

No começo da atuação de freio, a vela gira efetivamente com um giro/rolagem muito progressivo para um curso de 10 a 15 cm de amplitude. A otimização do afundamento em curva foi certamente uma prioridade do fabricante. Entre 20 e 30 cm temos um pouco mais de inclinação mas sem exageros. A eficiência em curva depende, conseqüentemente, de uma boa pilotagem de selete. O esforço permanece na faixa de 3,5 a 5 Kg em pilotagem clássica. As inversões de virada (45º de um lado até 45º para o outro no mesmo eixo) demoram 3 segundos em média. A vela pilotada com comandos e selete permanece facilmente em giro a baixas velocidades e tira o máximo das ascendentes.
A rolagem reversa (guinada inversa – adverse yaw) é moderada e, sem pilotagem de selete, uma ligeira derrapada entre 180 e 270 graus pode dificultar o término do primeiro 360, perto do relevo ou na volta de sotavento da térmica. Mas, nesses casos é suficiente liberar o freio externo da curva.
Na
enroscada de térmica, o Lambada mostrou um pouco de preguiça para a categoria. A inversão de curva se faz com inércia. Demora-se entre 7 e 9 segundos para inverter uma inclinação de cerca de 30 graus. Por outro lado a vela permanece muito facilmente “travada” dentro da térmica.
A tendência de “negativa” é muito discreta e restrita a rotações muito
freadas e é completamente telegrafada por um amolecimento do comando, contrastando com o esforço exigido na curva, sendo difícil ser surpreendido. A entrada em “negativa” se dá em giro com uma boa estabilidade pendular imediatamente neutralizada com um simples alívio da mão.
Nos “wingovers” a evolução se dá melhor com grandes oscilações cadenciadas do que com inversões rápidas, sendo recomendável efetivamente deixar a vela ganhar velocidade entre cada curva.


Radicalizando um Pouco Mais

A entrada em espiral é conseguida facilmente usando 30 cm de curso de freio com uma atuação decidida. O deslocamento de CG para o lado da curva é conveniente se a atuação de freios for menos decidida e mais progressiva. A estabilidade  é excelente, tendendo mais para uma espiral “de cara pro chão – over the nose” do que simplesmente “centrifugada”. Fazer variar a velocidade e a inclinação é de uma facilidade digna de uma boa vela intermediária.E mesmo com maior inclinação, ainda que não se atue no freio de externo, o Lambada não manifesta estabilidade neutra e sai da “dança” de forma autônoma, progressiva e em menos de meia volta.Tranqüilizador!
A saída de B stall confirma a grande estabilidade pendular. A descida é
estável e sem deformações na envergadura e o retorno ao vôo ocorre sem avanço significativo. Na entrada da manobra, o pêndulo é suave, com um retorno muito amortecido da vela para a vertical. Nenhum problema, portanto, para descer em B stall.
Fazer orelhas utilizando os tirantes A externos não demanda mais que um
pequeno de esforço. Ocorre uma leve instabilidade de guinada (yaw) no início, para depois, a velocidade se estabilizar em 35 km/h com um afundamento de 2,5 m/s.A utili zação do acelerador se revela muito eficaz e permite se passar a umafundamento de 4 m/s.
O pouso é uma simples formalidade, pode-se tangenciar o solo com uma ação
progressiva  dos freios ou pode-se obter uma boa amortecida com uma ação mais dinâmica.
À menor velocidade, a vela mantém uma boa estabilidade e resiste bem a
estolar, conseqüentemente não causa preocupações nos pousos no topo de morros.


Fim da dança

O Lambada, no caso o S, testado no alto de sua faixa de peso será uma companhia muito boa para grandes passeios, deixando seu piloto aproveitar a paisagem. O amortecimento é bom, trazendo um grande serenidade ao vôo, mesmo acelerado a alta velocidade.
A decolagem não apresenta nenhuma servidão e permite que se use rampa de qualquer tipo, preparada ou não.
Ganha-se investindo em uma selete para aperfeiçoar as curvas e obter uma
melhor precisão com excelentes taxas de subida.
A APCO prefere os pilotos tranqüilos aos agitados. Viva o vôo tranqüilo por
sobre os picos!


Pontos positivos

- A velocidade “mão alta”
- A eficiência do acelerador
- A performance
- O amortecimento

Pontos negativos

- Pouca agressividade nas curvas
- Freio pesado


Medições

Carga Alar – 3,49 kg/m2
Vel. Mão Alta
– 37 km/h
Vel. Média Max
– 50 km/h, medida instantânea indicando piques a 53 km/h
Estol
– 23 km/h com 8 kg e 60 cm de freio
Esforço em Vôo Reto -
1 kg a 35 km/h ; 2,5 kg a 30Km/h; 4.5 kg a 27 km/h
Esforço em Curva -
3,5 kg a 34 km/h -10º de inclinação; 5,5 kg a 37 km/h – 30º de inclinação
Estabilidade Espiral
– Estável, sai sozinho
Inversão de Curva -
8 seg de 30 graus a 30 graus de inclinação; 3,5 seg na reta variando a direção 45 graus para cada lado
Guinada Adversa (Adverse Yaw) –
moderada



Razão Média de Descida

1,34 m/seg a 27 km/h
1.2 m/sega 30 km/h
1,1 m/seg a 35 km/h
1,17 m/seg a 38 km/h
1,25 m/seg a 40 km/h
1,96 m/seg a 46 km/h

Razão Média de Planeio (L/D)

5,51 a 27 km/h
6,67 a 30 km/h
8,78 a 35 km/h
8,97 a 38 km/h
8,883 a 40 km/h
6,48 a 46 km/h



Comparação na Categoria DHV 2

Testados pela Vol Libre

Nova Tattoo...............L/D 8,72 a 37 km/h – Vel Max 53 km/h
Paratech P80
............L/D 8,56 a 36 km/h – Vel Max 47 km/h
Pro Design Therma
....L/D 8,66 a 38 km/h – Vel Max 50 km/h
Sol Sinergy II
............L/D 8,41 a 36 Km/h – Vel Max 48 Km/h
Bagheera
..................L/D 8,41  a 36 km/h – Vel. Max. 50 km/h 

Testados pela Parapente Mag

Aerodyne Dune…………….L/D 8,3 - Vel Max 51 km/h
Gin Zoom…………….……..L/D 8,4 - Vel Max 54 km/h
Excalibur…………………...L/D 8,6 - Vel Max 55 km/h
Sigma VI ……...................L/D 8,9 - Vel Max 53km/h
Keara………………………..L/D 8,87 a 36 km/h – Vel. Max. 50 km/h
Simba……………………….L/D 8,8 - Vel. Max. 53 km/h
Astral IV……...………….…L/D 8,4 - Vel Max 52 km/h
Proton……………………….L/D 8,55 a 40,5 km/h – Vel. Max. 47,6 km/h
Sigma V…………………… L/D 8,4 - Vel. Max. 47 km/h
Octane………………….......L/D 8,0 - Vel. Max. 44 km/h
Quarx……………………….L/D 8,1 a 34,7 km/h – Vel. Max. 52 km/h

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