HISTÓRICO DOS PARAPENTES APCO

SUPRA

O SUPRA foi um aperfeiçoamento homologado (11A's e 1 B) do Astra 30 Competition. Foi o primeiro parapente de série a exceder os 50km/h e seu L/D se situa próximo de 8 (7,71 segundo teste da revista Vol Libre de Dez 93). Foi lançado em 93 e o primeiro a chegar ao Rio foi um modelo 30 para o Paulo Pinto. Existem nove Supras voando no Brasil.


O parapente da foto é um 28m² e o piloto é o nosso amigo Sid Bottom.

SABRA

Em 94, o Starlite sairia de linha, sendo substituído pelo SABRA. Esta é uma vela de ótimo desempenho (L/D 6,77 e velocidade 45km/h), homologada com 12 A's e muito fácil e segura. É um ótimo "saída-de-escola". O Sabra faz parte da geração de para-
pentes da APCO que passaram a ser garantidos por três anos quanto à impermebi-
lização do tecido. Isto se deu depois de ser constatada a incrível durabilidade do tecido siliconado lançado a partir de 92. Depois de mais de doze meses de uso se verificou que o tecido continuava com porosidade zero, daí a decisão da empresa. Em 96, foi lançada uma versão II do Sabra com pequenas modificações na suspensão que lhe apuraram, ainda mais, o desempenho.

SPECTRA

Em 94, seria lançado também o SPECTRA, na faixa de "intermediário-de-alta". Esta é uma vela que usa, como o Sabra, o mesmo aerofólio do Supra. Tem, entretanto, mais células que o Sabra e uma geometria de suspensão que o faz mais ágil. O Spectra recebeu, em 94 e 95, a melhor pontuação no "Testival" de Intermediários promovido anualmente pela Revista Gleitschirm. A homologação do Spectra foi 12 A's para os tamanhos 25 e 27 e 11 A's e 1 B para o 30m². Seu L/D fica ligeiramente acima de 7 e sua velocidade máxima é de 45km/h.


Existem vinte e oito Spectras, incluindo dois "Spectrões" de duplo (42m²), voando no Brasil.

XTRA

O XTRA substituiu o Supra em 95. É um parapente que tem ligeira vantagem de performance sobre seu antecessor (L/D em torno de 8), em especial, à maiores velocidades. O Xtra se revelou surpreendentemente estável e seguro a despeito de ter sido homologado na categoria Competition. É um parapente extremamente confiável, por mais rudes que sejam as condições de vôo. No Campeonato Brasileiro de 95 realizado em Andradas, o Xtra, por equipe, foi o parapente de melhor resultado. O primeiro a chegar ao Brasil, de um total de dezoito, foi um modelo 30m² para o Toninho Malvadeza em 95. O parapente da foto é um 30m² voado por Ruy Pinto.
Com o lançamento do Zen, o Xtra ficou na categoria de parapente de alta performance para voador de fim-de-semana.

SENTRA

O SENTRA é um lançamento de 96 e se destina a substituir o Spectra, do qual guarda inúmeras semelhanças. Na verdade, o Sentra é um desenvolvimento do Spectra que usa células duplas com divisão na diagonal. A suspensão também é ligeiramente diferente, especialmente, a geometria dos freios, fazendo com que ele seja ainda mais suave de pilotagem que o Spectra. O Sentra foi homologado na categoria Standard e é o primeiro parapente dessa classe a usar subcélulas em diagonal. Seu L/D é superior a 7 e sua velocidade 45km/h, podendo aumentar com o uso de trimmers opcionais. Além do ótimo desempenho e da segurança, o Sentra se caracteriza pela facilidade de pilotagem. Existem quatro tamanhos: 25, 28, 31 e 34 (este não foi submetido à homologação mas é garantido pela fábrica possuir o mesmo comportamento dos modelos menores).
Na foto, vemos o Sentra 31 do Fernando Maia decolando da rampa do Pepino.

ZEN

O ZEN é um lançamento de 1996 na faixa de altíssimo nível de performance, por enquanto, reservado para pilotos mais experientes. A longo prazo, na nossa opinião, o Zen poderá vir a tomar o lugar do Xtra, caso se comprove que ele tenha o mesmo nível de segurança. O Zen usa células duplas em diagonal. O modelo 30m² tem 120 células.


Os três primeiros pilotos a voarem de Zen no Brasil foram Ricardo Brondani de Porto Alegre, André Fleury de Brasília e Marcelo Araripe do Rio.

FUTURA

Foi projetado para uma faixa superior do mercado, qual seja a do intermediário de alta performance, capaz de assegurar desempenho a um excelente nível de segurança. Sua inspiração evidente foi o Zen, pois nele encontramos um "shape" bastante semelhante. O aerofólio é o mesmo, assim como as células em diagonal. O alongamento, todavia, é menor, daí alguns o denominarem de "Fat Zen" ou "Zen Junior". Testado pela revista espanhola Parapente Vuelo Libre (número 36, Jan/Fev 97), o Futura apresentou um L/D de 8,2 a 37 km/h, marca que só é suplantada por uns poucos parapentes contemporâneos de competição. Sua velocidade máxima foi estabelecida no teste como 49 km/h. O primeiro Futura a chegar ao Brasil foi o de Fred do Recife, sendo testado, na foto, por Ruy Pinto no Rio. A homologação do Futura é homogênea. Todos os tamanhos (27,28,30 e 32) obtiveram homologação ACPUL Performance embora, segundo a fábrica, o 30 e o 32 pudessem ter obtido homologação Standard.
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